Internacional Populista

21/08/2021

Pergunto:
Qual a força desse cara? Ultrapassa todos os limites e ninguém tem coragem de tirar o cara de lá!!!

Eu mesmo respondo:
Ele é fruto do avanço das ideias liberais desde a II Guerra, da mesma forma que o fenômeno Trump (ninguém acredita que acabou, acredita?), os Talibãs (guardadas as devidas proporções, afinal não quero ofender os afegãos), outros governos autoritários pelo mundo etc. etc.

Contra essa filosofia de paz e amor, liberdades, inclusão etc., sempre confundida com a "internacional socialista", até porque é parte da filosofia socialista difundida de forma muito eficaz, seguindo as orientações de Gramsci, levanta-se agora uma "internacional populista", contra a liberalidade pretendida pela maioria, considerada por eles insuportável, demonstração de decadência e falência moral (visão hipócrita típica da mentalidade autoritária).

Como não conseguem ser maioria, são contra a democracia, embora digam o contrário, e se armam (milícias, liberação das armas, influência nas PM) para a tomada de poder pela força.

Agora é esperar pra ver se as instituições montadas desde o último conflito mundial (em todo o planeta) são suficientemente fortes para conter esse avanço ou seremos levados ao extremo, lembrando que as instituições estão limitadas pela lei e pelos escrúpulos e o outro lado vai pro vale tudo!

Como já disse inúmeras vezes, o mundo não suporta muito tempo sem uma boa guerra mundial.

 

03/06/2021




Não bastou destruir o país uma vez!

A sanha destrutiva na busca obsessiva pelo poder volta como se as forças do mal nos carregassem para uma guerra infinita - acho até que os filósofos ancestrais já tinham nos alertado disso.

Visando única e exclusivamente seus interesses mesquinhos, a maior liderança política surgida neste país depois de Gegê, trabalha para evitar o impeachment de qualquer forma, já que existiria um risco de diminuir suas chances de vitória em 2022.

Mais uma vez impede não só a retirada da nova quadrilha do poder como o banimento desse grupo nefasto, pelo menos por 8 anos, da política nacional.

É mais uma volta desse círculo vicioso em que uma quadrilha realimenta a outra, as milícias reavivam os traficantes para serem reavivadas em seguida pelos mesmos traficantes.


Na briga do rochedo com o mar quem perde é sempre o marisco!

27/02/2021

Brasil tem pico de mortes... - clique para acessar o link


Tanto na média móvel de 7 dias como na de 21 verifica-se aumento na quantidade de óbitos em São Paulo, um dos estados com melhor controle da pandemia.

Praticamente todas as regiões do estado estão em alta.

Na comparação com a Itália, proporcionalmente à população, vemos que o controle da pandemia aqui foi mais efetivo,
mas estamos no pico e em alta, ao passo que a vacinação é uma interrogação.

Indicadores de taxa de transmissão indicam alguma melhora, mas, como se vê pela linha rosa (média móvel de óbitos), o crescimento é consistente.

Esta é uma crônica que gostaria de nunca ter escrito, me desculpem, mas, infelizmente, me vejo na obrigação de colocar aqui algumas ideias sobre a pandemia que se encontra, no final de fevereiro de 2021, um ano após termos registrado a primeira morte em território brasileiro, em seu pior momento.

Estão morrendo em nosso país o equivalente ao rompimento de quatro barragens de Brumadinho por dia, situação nunca vivida desde o início da pandemia.

Nosso sistema de saúde, seja público ou privado está acima do limite, hospitais de campanha desmobilizados e sem condições de recuperação em muitos casos por falta de pessoal habilitado, médicos e pessoal de atendimento esgotados, sem perspectiva de uma folga, até mesmo recursos como oxigênio já estão no limite, tendo esgotado em algumas regiões.

O governo federal numa cruzada de negacionismo e desqualificação de qualquer medida de cuidado básico só imaginável na cabeça de genocidas.

Só nos resta recorrermos a nós mesmos, tomar todos os cuidados que estiverem ao nosso alcance.

Quem tem que sair de casa, evite proximidade com outras pessoas, use máscara, se possível duas, conforme a nova recomendação da OMS, faça a higiene das mãos frequentemente e, chegando em casa evite carrear partículas para dentro, tirando os sapatos, máscara, roupa, tomando banho, enfim tomando todos os cuidados possíveis.

Quem pode ficar em casa, fique, faça suas compras por delivery e aguente a saudade, a carência, até que a pandemia acabe, não podemos morrer na praia e isso não é força de expressão (exceto a praia).

Por que todo esse discurso?

Em análise de risco a primeira coisa que devemos ter em mente é que todo risco tem duas dimensões, a probabilidade e o prejuízo.

Existem riscos de alta probabilidade e pouco prejuízo, exemplo pequenas batidas de carro, nesse caso, mesmo tendo uma alta probabilidade de ocorrência pode ser vantajoso não pagar um seguro por isso, ter um seguro só para perda total por exemplo sai muito mais barato.

Por outro lado existem riscos de baixíssima probabilidade mas de prejuízo potencial muito alto, exemplo incêndio da casa em que moramos, nesse caso, ainda que a probabilidade seja muito baixa, vale a pena pagar um seguro, afinal podemos ficar sem a casa.

Pois bem, no caso da COVID-19 estamos diante de um caso de risco cujo prejuízo é excepcionalmente alto, a morte ou a permanência de sequelas que ainda nem se tem conhecimento suficiente, enquanto a probabilidade está longe de ser pequena.

Se eu morrer, por exemplo, só fica a saudade, o que ainda é discutível, mas não sou mais responsável pela sobrevivência de ninguém, portanto a falta que vou fazer será só no âmbito dos sentimentos, mas algumas perdas, e nós já vivemos algumas, são irreparáveis, não só no âmbito sentimental, mas no da vida prática, no comprometimento do futuro dos que vão ficar.

O fato é que não sabemos como esse vírus chega até cada um, se pela circulação diária, para trabalho, escola ou compras, se pelo contato com alguém que frequenta nossa casa, a trabalho ou não.

O que está claro para mim é que esse vírus está em franca circulação e chega até nós de forma sub-reptícia. Só em nosso entorno mais próximo, já tivemos várias mortes e muitos casos de internação em UTI.

A situação do sistema de saúde coloca em risco até quem tiver uma crise de apendicite, já que não há disponibilidade de leitos.

Alguém disse que seria melhor deixar de comemorar o Natal passado para comemorar os próximos, muitos não acreditaram, estamos pagando caro por essa decisão e muitos não terão mais natais a comemorar.

Resumindo, eu não tenho nenhuma dúvida, vou continuar defendo o isolamento mais radical possível até que possamos ter a certeza de que o vírus não está circulando, pelo menos nessa intensidade.

O governo de São Paulo, com certeza o mais responsável na condução desse assunto no Brasil, está prevendo vacinar o conjunto da população até dezembro de 2021, como sabemos que os desejos de nossos governantes nem sempre são atingidos, não é difícil que isso se estenda para o ano que vem, portanto acho melhor não alimentarmos esperanças para tão logo.
O ritmo da vacinação no mundo, com raras exceções, está lento e no Brasil ainda mais, já que não há suprimento para toda a demanda.







Não vou ser eu que vou correr esse risco, por mim, por vocês e por todos.

A infectologia está longe de ser uma ciência exata e eles, os cientistas estão muito preocupados, razão de sobra pra que eu registre este depoimento.


Para quem tiver curiosidade, a pasta com todos os dados desde o início da pandemia. além de todas as minhas planilhas está no link abaixo:

https://1drv.ms/u/s!Ankb29-wbPVmg9terF7Al38fJW0kJg?e=XPqwR7

Por favor, quem tiver comentários ou críticas não deixe de colocá-los aqui para que todos possam compartilhar.
Muito obrigado!

Segue o segundo











Versão DemimPro6 de Podcast


A transcrição completa está na sequência.

 Republiqueta de bananas

01/01/2020

Tenho que fazer um mea-culpa, reconheço que todas as esperanças que tinha sobre um período que, ainda que não fosse de progresso, seria ao menos de faxina do estado brasileiro, resultaram em total decepção.

O Boçalnaro não é um problema para apenas enquanto durar sua malfadada existência, ele acabou com qualquer esperança que podíamos ter em relação ao futuro próximo do país.

A campanha do PT tinha como slogan a frase: "A esperança vencendo o medo!" e deu no que deu, e a esperança foi reduzida à possibilidade de eliminar a quadrilha que estava no poder. Aí elegemos o "coiso"!

Ele demonstrou - por linhas tortas - que nossas tão respeitadas instituições republicanas, como as Forças Armadas e a Anvisa, só pra me restringir ao óbvio, não são nem respeitáveis nem republicanas, são apenas instituições desprovidas de qualquer caráter e absolutamente submissas a qualquer caudilho que fale mais alto.

As primeiras já haviam demonstrado sua falta de caráter, ao se submeterem ao poder dos irmãos do norte durante a ditadura dos ianques que, por mais necessária que tenha sido, revelou a subserviência de nossos generais, amplamente testada e comprovada por essa monstruosidade que agora alçamos ao poder, em seguida, a Anvisa está demonstrando sua própria subserviência!


Nem cheguei aos ministérios, como o da saúde, por exemplo, reduzido a porão de ratos cuja única preocupação é satisfazer o gangster na presidência, além de outras agências, como a ANEEL que, por absoluta inépcia, deixou um estado da federação à mercê de uma empresa falida por mais de um ano!

Só nos resta acreditar que o Brasil é suficientemente resiliente para passar por mais esse acidente, coisa que está cada vez mais difícil!

 Segue o primeiro



 





Versão DemimPro6 de Podcast

A transcrição completa está na sequência.

As eleições da moderação

 01/12/2020

Ainda que os resultados das eleições de 2020 não sejam indício de grandes mudanças na política, mostram de forma muito eloquente a exaustão em relação aos radicalismos.

Nesse aspecto considero a opção pelo "coiso" em 2018 acertada.

No processo de derrubada da estrutura criminosa que tinha se apossado do estado brasileiro, radicalizou a tal ponto, além de demonstrar total incompetência política, que levou a opinião pública à exaustão, resultando em uma reação no sentido de reduzir as tensões e valorizar aqueles que privilegiam o diálogo.

Os gráficos abaixo dão uma visão desse fenômeno.


O mapa abaixo representa a tendência dominante em cada estado ponderando os votos de cada partido em relação à sua posição no espectro político.




No Brasil, quem radicaliza se trumbica!