13/10/2018
Não, nada de novo a dizer, apenas uma compilação resumida e objetiva da preocupação já dita e redita por mim em outros tempos, talvez uma forma de ter certeza de que eu falei.
Lá nos idos de 2010 iniciava o DeMimPro6, cujo único objetivo sempre foi assentar tudo que aprendi e abrir para discussão, porque, como está claro no prefácio do Volume I: http://www.youblisher.com/p/81292-DeMimPro6-Volume-I/ - abaixo, eu percebia um fenômeno com várias facetas, a robotização dos seres humanos, verdadeiros súcubos manietados por condicionamentos impostos de muitas formas.
Começando
Se conselho fosse bom seria vendido e não dado! É isso que o povo diz. Por isso não tenho a intenção de aconselhar ninguém, já tive meu tempo.
O que segue é apenas uma compilação das minhas reflexões ao longo da vida, das inúmeras tentativas, muitos erros e, principalmente, dos poucos mas decisivos acertos.
São mensagens propositadamente concisas, para que cada um construa o restante a partir de seus conceitos, sua visão de mundo.
São ideias que considero importantes para que cada um reflita e que não devem ser tomadas como certas ou erradas, apenas como temas de discussão. Minha intenção é estimular a reflexão que, tenho certeza, vocês já fazem, porque não sucumbiram, como a grande maioria, a um estilo de vida banal.
Súcubo (do latim succubus) é um demônio com aparência feminina que invade o sonho dos homens a fim de ter uma relação sexual com eles para lhes roubar a energia vital.
Da mesma forma que os vampiros, a mitologia dos súcubos diz que eles eram pessoas normais que acabaram por sucumbir à sedução de outro súcubo.
O fato desse mito ter sido construído sobre uma metáfora sexual não é por acaso, afinal o sexo é o fundamento da vida e, por isso mesmo, nos impressiona mais facilmente, entretanto leva à reflexão sobre outros aspectos do comportamento.
O ambicioso que não mede consequências para ter sempre mais, o obcecado pela carreira que coloca tudo o mais em segundo plano, o vaidoso que corre atrás de objetos de ostentação, são, na minha visão, exemplos de súcubos, afinal sucumbiram a modelos impostos por grupos com as mesmas tendências, outros súcubos.
Eu vejo a humanidade como algumas pessoas, poucas, que preservaram integralmente sua liberdade de seres humanos, cercados por uma horda de súcubos.
Outro tipo de súcubo é aquele que perdeu a dignidade, não o pobre, mas aquele que perdeu a força para lutar. A pobreza em nosso país é triste por esse motivo. Nós (nossa família) temos uma história muito recente por aqui, meus avós, por exemplo, vieram da Europa a cerca de cem anos apenas e trouxeram com eles valores que, infelizmente, não vemos em uma parte significativa da população pobre deste país.
A boa notícia (não tenho dúvida nenhuma disso) é que nós somos humanos verdadeiramente livres. Eu, vo6, nossa família enfim, e devemos isso a nossos genes, sem dúvida, mas também, em grande parte, a nossos pais, avós etc. que nos prepararam para ser o que somos, a eles: Muito Obrigado!

Um dos aspectos mais evidentes desse fenômeno é o total descolamento entre o que chamamos de sabedoria humana, acumulada e discutida por milênios e a estupidez do homem que continua a repetir os mesmos erros do início da humanidade, outro é a facilidade como se convencem hordas de súcubos seja para algum ato de consumo, seja para alguma seita religiosa ou política.

Cresci em uma época dominada pelas certezas: família, democracia, capitalismo, religião, progresso, país do futuro, homem como centro da criação, conquista do espaço, do universo etc. etc.

Filosofia grega, alemã, ciência judia, história americana, globalização e o fim das fronteiras, liberdade, desenvolvimento tecnológico, miscigenação como solução para o aprimoramento do ser humano.

Logo depois alguns importantes pensadores anunciaram que entrávamos na era das incertezas. Tudo parecia desmoronar, conceitos, crenças, em nome de uma anarquia possível.

Hoje constato que esses filósofos do pensamento dominante estavam errados. O senso comum teima em assimilar tudo aquilo que aparece como resposta definitiva, final e, obviamente, “correta”!
E você achando que pensava livremente!

A mensagem inoculada por quase todas as religiões construiu a maior e mais eficaz barreira ao desenvolvimento humano: seríamos, segundo essas seitas, filhos escolhidos de deus (cada uma com seu modelo), criados à sua imagem e com potencial para sermos anjos.

A mais perniciosa de todas as religiões continua sendo a religião socialista.

A máxima bíblica: No princípio era o verbo!, revela um fato da vida, a enteléquia de Aristóteles, a potência que vem antes do ser. Como disse algum pensador: Pensar traz consequências!

O fenômeno dos robôs nas eleições ganha um outro significado quando constatamos que não são apenas virtuais, na verdade a grande maioria deles são reais, pessoas de carne, osso e cérebro, que venderam barato este último por uma ilusão de fazer parte do grupo “politicamente correto”.

Não que seja um fenômeno inédito, a estratégia dos socialistas emprega métodos bastante sofisticados desde que adotaram a teoria da hegemonia cultural de Gramsci, mas não deixa de ser desalentador perceber como indivíduos esclarecidos e bem formados sucumbem um após outro continuamente e com tal facilidade.

Angus Deaton, Nobel de economia de 2015, em seu livro The Great Escape: Health, Wealth, and the Origins of Inequality, explica como a desigualdade é subproduto natural do desenvolvimento econômico, mas existe um fenômeno similar em relação ao desenvolvimento cultural.

Da mesma forma que em economia, o desenvolvimento humano é desigual entre os indivíduos, natural que seja assim, entretanto quando falamos da cultura de uma sociedade democrática, isso resulta num enorme risco de desarmonia e conflitos.

As crises que estamos testemunhando em todo o planeta nas últimas décadas nada mais são do que o resultado dessa disparidade cultural entre os que tem o poder de decisão e os que são submetidos a essas decisões.

Um grupo cada vez menor de pessoas determina cada vez mais o que é correto pensar e os súcubos vão caindo como moscas.

Um dos princípios que sempre norteou minhas escolhas foi o de que qualquer evolução pessoal deve ser compatível com o grupo ao qual estou ligado, seja na família, seja no trabalho. Qualquer processo evolutivo deve ser compartilhado, tanto mais quanto mais próxima for a pessoa de nossa convivência.

Foi dessa forma que sempre tentei avançar em novos conhecimentos sem atropelar as pessoas com quem convivo, da mesma forma que no trabalho promovi muitas iniciativas para divulgação de novos conhecimentos de forma a equalizar o nível do grupo, como foi o caso, nos anos 80, quando promovemos cursos de informática feitos por nós mesmos, para trazer conosco mais de 100 colegas que não tinham nenhuma base do assunto.

Não é sem razão que meu lema é: Conhecimento distribuído é mais eficaz!

Não pretendo analisar o que ocorre no mundo, mas vamos pensar um pouco em nosso caso particular, no Brasil.

Ocorre que a grande maioria da nossa população é conservadora, religiosa e tradicionalista e, cada vez mais está sendo alijada dos processos decisórios pela elite “descolada” de súcubos pensantes.

Quando se propala os benefícios, por exemplo, do Vegano, será que estamos atingindo o pessoal do Grajaú, de Itaquera, do semiárido nordestino, ou mesmo do vale alemão em Santa Catarina?

Mais do que isso, será que estamos aderindo a alguma “verdade” científica ou a alguma “seita” imposta pela falsa maioria?

Construímos certezas a partir de conceitos que nos foram implantados por uma intelligentsia que se apoderou de nossa cultura e à qual sucumbimos sem reclamar.

Quando um jornalista redige um artigo sobre a proibição do aborto ou das drogas, ele normalmente usa o adjetivo “polêmicos” para esses assuntos, o que não ocorre quando se trata do contrário. A cultura dessa elite está dominada pela intelligentsia, porém a cultura da massa continua livre.

Repare como o típico “robô súcubo” adora rótulos, liberal, neoliberal, conservador, fascista etc. etc. Isso facilita o desligamento da percepção e da análise, um mero rótulo basta para eliminar uma possibilidade potencial de aprender e isso é o que a intelligentsia não quer.

E como se forma essa intelligentsia?

Viver é arriscado, o medo exige que nos integremos a algum bando, a Síndrome de EstouCalmo nos leva à aceitação passiva dos valores do bando, sucumbimos docilmente e aí Vem engano!

Passamos a defender qualquer coisa que a intelligentsia nos garante que é politica/cientificamente correta, mas esquecemos que nesse processo vamos intensificando a tensão entre nós e o resto do povo.





Bônus eleições 2018
Boçalnaro é exatamente resultado disso, nada podemos fazer para conter essa força que pode até ser batida momentaneamente, mas continuará com seu potencial explosivo só esperando para chacoalhar as estruturas.

Para quem realmente se preocupa com isso – robots are not allowed – recomendo o que segue:
leitura: A corrupção da inteligência - Flavio Gordon
Lula fala das estratégias da esquerda: "... mas eu não tenho mais 30 anos!"
 https://youtu.be/efkaaNgNI_c
José Dirceu ao El País: "E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição."


Para os seres humanos que pretendem ser livres, o artigo abaixo tem algumas chaves:
A MIRAGEM DO MERCADO - W l a d i m i r   P o m a r  -  1991 - Comentários DeMimPro6


Vêem porque o Boçalnaro é inevitável?

Muitos continuam me perguntando como eu sucumbi por 30 anos a essa conversa. Muito bem, por acreditar nas pessoas abaixo, liberais do PT que foram vencidos pelo aparelhamento do Zé Dirceu:
Suplicy: Ao contrário do cabresto do Bolsa Família, imposto de renda negativo, anônimo, automático e extremamente justo, além de não ser deseducador!
Buarque: Ao contrário da ênfase em universidades públicas e gratuitas, apoio total ao ensino básico, sem viés ideológico.
Bicudo: Ao contrário do aparelhamento do judiciário, uma justiça independente e livre das influências partidárias e governamentais.
Lula: Governo eminentemente liberal, com o BC atuando de forma livre e a economia nas mãos hábeis do Meirelles. Este apenas me enganou, preparava o colchão de amortecimento para o verdadeiro projeto hegemônico que viria em seguida.


Análise preliminar sobre os resultados de 07/10/2018

08/10/2018
1 - A miragem PT
A ilusão com o PT, cuja máscara caiu muito mais com o discurso de intervenção na economia e de pretensões hegemônicas no poder do que com os escândalos de corrupção, essa ilusão acabou. Isso demonstra que a pesquisa sobre democracia, em que a maioria declarou preferir esse sistema à totalitarismos, tem correspondência no comportamento eleitoral da população.
2 - Voto de cabresto
O voto de cabresto, infelizmente, se mantém renovado pelo espólio do PT no nordeste, demonstrando que é preciso atenção às práticas populistas que vão se exacerbar nessa região. É preciso investir em educação de qualidade massivamente nesses estados para acabar com esse curral eleitoral. Lembrando que figuras como Lula são indestrutíveis, portanto todo cuidado é pouco!
3 - Corrupção
Os escândalos de corrupção tiveram um efeito decisivo no resultado das eleições, com a maior renovação dos últimos 20 anos, ainda que a polarização entre direita e esquerda, protagonizada por PSL e PT, tenha como resultado bancadas artificialmente grandes para esses dois partidos.
4 - Salvador da pátria
Nesta eleição 30 anos de crença inabalável no PT como o partido salvador da pátria foi, finalmente, derrotada de vez.
Por outro lado, isso ocorreu com o surgimento de outro candidato ao mesmo posto, neste caso pior, já que personificado pelo indivíduo Boçalnaro e não por um partido político. Pior, mas melhor, explico:
A pessoa em questão não reúne as mínimas condições intelectuais para se manter como "mito" por muito tempo e seu partido não tem nem mesmo a coerência necessária para convencer o eleitorado, muito menos organização e infraestrutura partidária para se consolidar como tal.
O grande aprendizado que me parece o eleitor brasileiro teve nestas eleições - exceto o do nordeste - foi que não existe salvador da pátria. O resultado foi quase que exclusivamente contra o salvador da pátria anterior (PT), em que esse novo personagem se prestou apenas como instrumento.
Resta saber se conseguiremos continuar evoluindo e impedirmos quaisquer pretensões hegemônicas de quem quer que seja, partidos ou pessoas!
5 - Economia
Um dos pilares que sustentou o resultado destas eleições foi a ideologia que determina as bases econômicas defendidas pelos candidatos, demonstrando que, além da preferência pela democracia, derrotando o partido com pretensões hegemônicas e, portanto, anti-democráticas, houve uma manifestação clara por uma política econômica liberal - vide o surgimento impressionante do NOVO - com a aceitação do fato que em economia não se intervém, se administra, usando instrumentos como as políticas fiscais para minimizar as distorções e não a truculência do estado controlador.










O Desânimo & As Certezas

30/09/2018 (uma semana antes das eleições)

“Argumentar com eles dá um desânimo!”
“A situação não é óbvia? Será que esse pessoal não enxerga?”
“Eles vem com um blá-blá-blá infindável para justificar o fato de não estarem nem aí pra situação!”
“Entre nós a conversa flui, com eles é tão exaustivo!”
“Não perco meu tempo com isso, se não querem entender, não entendam!”
“Não abro mão das minhas certezas!”

CUIDADO: Se você concordou até aqui, lamento informar que sua crítica foi dominada por alguém, suas convicções foram implantadas e sua percepção da realidade está muito prejudicada!

José Dirceu ao El País: 
"E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição."

Portanto, não estamos mais falando de opinião, mas de confronto.

Todo aquele que continuar apoiando esses partidos ou qualquer político desse grupo está definitivamente comprometido com a causa socialista e, consequentemente, trabalhando por um regime totalitário:
PDT - Partido Democrático Trabalhista
PC do B - Partido Comunista do Brasil
PPS - Partido Popular Socialista
PSB - Partido Socialista Brasileiro
PT - Partido dos Trabalhadores 
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PTB - Partido Trabalhista Brasileiro
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PSOL - Partido Socialismo e Liberdade
PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro
PSD - Partido Social Democrático 
PT do B - Partido Trabalhista do Brasil
PCO - Partido da Causa Operária 
REDE - Rede Sustentabilidade 

Putin em Cuba em 2014
A OCC ALERTA BRASIL é um Instituto de orientação da cidadania, da democracia, da promoção do desenvolvimento econômico e social e de outros valores universais.
Sua missão é desenvolver e aplicar projetos de orientação no combate à corrupção à população em geral, bem como informar, divulgar, prevenir e fiscalizar a corrupção na administração pública direta e indireta, em todos os níveis da federação, de forma pacífica e democrática.

Partido Comunista da China no Foro de São Paulo:
A agência EFE é um serviço de notícias internacional fundado em 1939 na Espanha. É a quarta maior agência de notícias do mundo, primeira em idioma espanhol e principal provedor de serviços informativos para os meios de comunicação nos países de língua espanhola.








A decisão é sua, assim como o direito de escolher o seu lado nessa discussão, só não vale se arrepender depois!

















Paixões e Conformismos a parte


29/09/2018 (1 semana antes da eleição)

Nem Argentina
Síndrome de EstouCalmo
(Tá tudo tão torto, mas tá tudo bem...)
Ou como um salvador da pátria que prometia soluções simples e fáceis pode levar um país ao caos:


Nem Venezuela
Wishful Thinking (Tá tudo tão torto, mas tem que dar certo!?)
Ou como outro salvador da pátria que prometia soluções simples e fáceis pode levar um país ao caos:

Quem pensa que Haddad não é a Articulação(*) é bom dar uma olhada neste artigo:


(*) Ou CNB (Construindo um Novo Brasil), novo nome da facção que domina o PT, ferrenha defensora do regime Venezuelano e Cubano, grupo que fundou o Foro de São Paulo

Alguns trechos:

“O ápice dos conflitos ocorreu na Prefeitura de São Paulo. Em janeiro de 2013, data tradicional de reajuste das tarifas de transporte em São Paulo, Haddad teve que adiar o aumento a pedido de Dilma, que temia o impacto na inflação.
O represamento foi um desastre. Quando o aumento foi anunciado, as ruas foram tomadas por protestos do Movimento Passe Livre. Haddad buscou socorro no governo de Dilma porque a prefeitura não tinha de onde tirar recursos para congelar o preço da tarifa, segundo ele.
Propôs que Dilma revertesse um tributo sobre combustíveis para as prefeituras, e não para a União. Dilma se recusou e gerou uma das maiores derrotas de Haddad.”


Direita ou esquerda dá no mesmo, salvadores da pátria sempre prometem o paraíso e entregam o inferno!

Nesta eleição estamos entre
Boçalnaro (Argentina)
Haddad-Lula# ou Ciro-NãoSouDoForo (Venezuela)



A situação está mais ou menos assim:







Argentina e Venezuela disparados na frente
Marina-SemNoção em queda livre
Meirelles, Amoêdo e Álvaro Dias inertes

A possibilidade que sobra é o Alckmin que, devido à alta rejeição dos primeiros, já começa a esboçar uma reação.

















Não se trata de uma escolha pelo melhor, mas é a única chance de termos um governo com o mínimo de equilíbrio, pois chegando no segundo turno, em confronto direto, a rejeição pode eliminar a Argentina e a Venezuela.




























Para quem gosta do Haddad, veja este trecho do mesmo artigo cujo link está antes neste artigo:
“Para piorar a situação com os petistas, Haddad mantinha relação amistosa o então governador Geraldo Alckmin"‚(PSDB), a quem elogiava. Ao deixar a prefeitura, disse que transmitia o cargo a João Doria como "a um irmão", o que desagradou sua base, uma vez que o tucano sempre fez duras críticas a Lula.”












18/09/2018

Vamos encarar a realidade, nem os mais fervorosos petistas, nem mesmo os filiados, ou até os próprios parlamentares - excetuando-se apenas os comandantes - acreditam mais no PT. Por quê, então, continuam a espernear?

Imagino duas prováveis causas. Vaidade é a principal, sei como é difícil assumir que estava errado, nossa autoestima vai ao fundo do poço.

A segunda é um pouco mais complexa, ainda que seja responsável por, no máximo, 10% do motivo, 90% é vaidade mesmo - o pecado favorito-, apenas menciono como uma espécie de consolação, para facilitar a aceitação do inevitável.

É o dilema fundamental do nosso tempo, talvez o maior dilema da humanidade, mas para chegar até ele é necessário fazer algumas considerações.

O problema da pobreza, algo que incomoda a todos - não há como ignorar o sofrimento de tantos seres humanos -, é o que dá origem ao dilema:
Assumir a responsabilidade por esse problema ou
Aceitar que essa responsabilidade tem que ser de cada indivíduo.

A perpetuação da pobreza ao longo dos séculos, lembrando que essa pobreza alcança a absoluta maioria da população mundial e não é diferente por aqui, provoca indignação e incita naturalmente a pensarmos que algo precisa ser feito.
Entre as alternativas, os ideais do socialismo, mesmo sendo uma fórmula sabidamente inviável, consegue resistir a todas as evidências de seus equívocos.

Os conhecimentos adquiridos sobre sociologia e ciências políticas nas últimas décadas já demonstraram, ao confrontar os ensinamentos filosóficos ancestrais com as observações históricas da evolução social, que os atalhos imaginados para a sociedade ideal sonhada pelos socialistas inviabilizam o desenvolvimento econômico e o aumento da riqueza e tendem a um processo de redução das desigualdades nivelando pela base. Isso ocorre pela absoluta falta de capacidade desses sistemas de economia planificada produzir desenvolvimento econômico.

Toda a observação das sociedades humanas confirma o que já se sabia através dos ensinamentos dos velhos filósofos. A sociedade só se desenvolve com o desenvolvimento dos indivíduos que a compõem e cada indivíduo só desperta para seu próprio desenvolvimento pelos desafios que enfrenta, pela ambição de melhorar suas condições de vida e que, ainda que seja evidente a necessidade de apoio aos extremamente vulneráveis, toda ajuda e amparo que receber, servirá como desestímulo ao progresso pessoal.

O argumento do V0, ou seja, que as oportunidades não são iguais no início da vida de cada um, argumento aceito por toda pessoa minimamente esclarecida, é usado para justificar todo tipo de estupidez - como costumo dizer, Niccolo nunca foi tão seguido como entre os socialistas, os fins justificam qualquer meio.

O estudo dos sistemas pode explicar o porquê desse tipo de alucinação coletiva. Aqui no DeMimPro6 já comentei esse fenômeno, demonstrando como a investigação das causas de um fenômeno exige muita disciplina e isenção. Tempo e espaço são as principais causas de confusão.

Fatos muito próximos, seja no tempo, seja no espaço, podem facilmente ser interpretados como causa e efeito, quando podem não ter relação nenhuma entre si.

O fato de coexistirem capitalismo e pobreza simultaneamente nos mesmos locais induz à falsa conclusão de que o primeiro é a causa da segunda.

O problema é que a espécie humana se caracteriza por ser o único animal que se julga melhor do que realmente é.

Somos os filhos prediletos dos deuses (cada povo com o seu), parceiros desses deuses na criação, donos do universo que foi feito para nós. Interessante notar que mesmo ateus convictos compartilham dessa presunção, ainda que a fábula seja diferente, aí é a superioridade natural dada pela inteligência e pela autoconsciência que nos habilita a dominar tudo.

Essa alucinação coletiva, que deu origem à maioria absoluta das seitas religiosas e muitas das falsas filosofias que perduram até hoje, disputando o espaço cultural com o pensamento lógico-científico, leva seus pacientes a uma necessidade obsessiva de buscar solução para o que nunca foi um problema, qual seja, a diversidade de capacidades e de expectativas entre os indivíduos.

Paradoxalmente, ao ignorar essa realidade óbvia, produzem barreiras intransponíveis para a solução da pobreza, não das diferenças.

Se houvesse mais isenção e fidelidade ao conhecimento científico, histórico e às filosofias reconhecidas como tal, a união de desenvolvimentistas e distributivistas, com uma saudável alternância de períodos de uma orientação com períodos da outra, poderia reduzir significativamente a pobreza, ao menos nos países assim administrados. Vide exemplos atuais, como o do Chile, positivo e o da Venezuela, negativo.

O fato é que estamos vivendo uma época de profundas transformações sociais em que o velho está sendo desmantelado e o novo ainda não surgiu, momento em que é preciso muito cuidado para não cometermos erros irreparáveis.

Aah, sim! Existe uma terceira causa, mas essa só se aplica aos que se recusam a enxergar.













Se você nunca entrou em um sindicato, nunca frequentou um diretório de partido, nunca teve a oportunidade de conversar por mais de 15 minutos com um líder sindical ou um político que você apoia, cuidado, no meu caso fiquei de cabelo em pé em várias ocasiões!







POLÍTICA MONETÁRIA - A FUNÇÃO DO BANCO CENTRAL

16/09/2018

Independentemente da situação do país o BC tem como função básica manter o fluxo de moeda sob controle.
Controlar o estoque dívida interna e externa evitando que o risco para os agentes financiadores do estado aumente e, como consequência, as taxas de juros se tornem cada vez mais altas ou pior, fujam do controle.

Os critérios para definição da meta de inflação são, entre outros:

  • Estoque da dívida do estado
  • Resultado primário do estado
  • Relação entre capacidade produtiva e mercado consumidor
  • Taxa de crescimento populacional

As metas de inflação, portanto, não são números cabalísticos definidos voluntariosamente como querem fazer crer os defensores de políticas distributivistas a qualquer custo, cujos exemplos de colapso existem em profusão na história moderna, desde as tentativas fracassadas no Brasil do século XX, até 1994, quando, com a implantação do Plano Real, passou-se a adotar critérios técnicos para a sua definição, passando pela Alemanha dos anos 20 e, mais recentemente, na Venezuela.

ALTERNÂNCIA DE MODELOS

Como Angus Deaton, ganhador do Nobel de Economia em 2015, demonstrou em sua teoria do desenvolvimento econômico - "The Great Escape: Health, Wealth, and the Origins of Inequality" -, o desenvolvimento tem como efeito colateral inevitável o aumento da desigualdade.

Essa constatação leva a três conclusões:
  1. Para conseguir o desenvolvimento e a distribuição necessários aos objetivos de melhoria da qualidade de vida da totalidade da população é necessária a alternância de modelos de gestão monetária, ora danado ênfase ao saneamento das contas públicas, ora promovendo maior distribuição da riqueza.
  2. Estabelecer um sistema de proteção social que garanta uma renda mínima às populações em estado de vulnerabilidade.
  3. Investir em mecanismos que promovam a emancipação econômica das populações vulneráveis, estimulando os esforços para conquista de independência econômica dessas populações e desestimulando a permanência dessas mesmas populações sob a proteção do estado. Esses mecanismos estão relacionados principalmente à educação nas suas variadas modalidades.

A Política Monetária, obviamente, não é o único instrumento de governo disponível para administrar a economia de um país, mas é fundamental e extremamente sensível para a manutenção da estabilidade econômica e, principalmente, para o estabelecimento de um ambiente de confiança nas relações econômicas.

Lembrando que a Confiança é a única cola que mantém um país como uma Nação Soberana.

Evidentemente, tudo que foi dito aqui pressupõe ausência de má-fé nos agentes governamentais, trata-se de uma análise, ainda que leiga, com base técnica.

Quisera eu que nossos problemas se resumissem à discussão do modelo a adotar para administração do país, entretanto, menos pior que esse modelo, pelo menos, seja o mais adequado, ainda que saibamos que qualquer que seja sofrerá a interferência das velhas raposas que tomam conta de nosso pobre galinheiro.



Se a questão for definir nossas prioridades, sem dúvida seriam:
0 - O que foi exposto acima;
1 - Reforma do estado com a eliminação de ralos de dinheiro injustificados, seja no executivo, no legislativo ou no judiciário, com a racionalização de órgãos e eliminação de privilégios;
2 - Reforma política, reduzindo o tamanho dos nossos parlamentos, em todos os níveis, federal, estadual e municipal, aprimoramento dos critérios para manutenção de partidos políticos e de representatividade desses partidos e dos seus candidatos em relação aos estratos da população;
3 - Aprimoramento dos mecanismos de governança em todos os níveis, garantindo a redução drástica e o controle sobre a corrupção;
4 - Reforma tributária, visando a desburocratização e simplificação do sistema tributário e a progressividade dos tributos.